Depois de no fim de semana passado termos feito a volta em altura (O Rocha era o mais baixinho com o seu 1,84 m) com 125 km muito bem dispostos, desta feita, aproveitando as muitas ausências do pessoal, vou para volta até ao Bombarral e regresso pela Lourinhã.
Hora de saída - 08h00 na Paz (08h309 no Gradil)
Até lá,
Boas pedaladas
sábado, 15 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Volta para 09/09/2012
Aproveitando a debandada de algum pessoal para o BTT a volta será inédita.
Gradil, Tourinha, Catefica, Torres, Vila Facaia, Campelos, Outeiro da Cabeça, Ramalhal, Ermigeira, Monte Redondo, Sobral de Monte Agraço.
Vai-se em direcção à Arruda e sobe-se pela Louriceira.
Regressamos por Bucelas, Venda e Mafra.
125 km
08h00 no Gradil
Até lá,
Boas pedaladas
Gradil, Tourinha, Catefica, Torres, Vila Facaia, Campelos, Outeiro da Cabeça, Ramalhal, Ermigeira, Monte Redondo, Sobral de Monte Agraço.
Vai-se em direcção à Arruda e sobe-se pela Louriceira.
Regressamos por Bucelas, Venda e Mafra.
125 km
08h00 no Gradil
Até lá,
Boas pedaladas
domingo, 2 de setembro de 2012
Rescaldo da volta de 02/09/2012
Ide-vos malditos!
Afinal aquilo que eu esperava que fosse uma curta paragem revelou-se um longo interregno.
Em 3 meses apenas 2 voltas de bicicleta atiraram-me para bem perto dos 85 kg e é tempo de recomeçar.
Escolhi regressar hoje, com algumas subidas no cardápio, naquilo que deveria ter sido evitado para não entrar "a matar" ou melhor "a matar-me"!
13 elementos à partida com o nº do azar a ser entregue ao malogrado Joaquim que foi vitima de acidente já na aproximação à Ericeira.
Antes disso, Vila Franca do Rosário (até meio), depois viragem à esquerda e subida irregular com algumas pendentes menos simpáticas e depois direcção a Ribas.
Aqui, entrámos bem, sem loucuras, com o veterano Fonseca a ganhar espaço na frente e a mostrar excelente forma que só é ultrapassada pela guerra verbal com o Rocha (continuem a mostrar esse desportivismo)
Algumas mudanças de velocidade e já perto do parque com o pulso "altinho" abro para o lado com ainda um grupo bem composto na frente a afastar-se a boa velocidade. O pessoal está a andar bem e eu mal.
Em sofrimento até ao alto onde estranhamente não se reagrupou e por isso alguma confusão com os retardatários a seguirmos por caminho diferente,
Em Lousa já com tudo junto seguimos até Santa Eulália com a parte final a provocar nova escaramuça.
Com o Mário atrasado quebra-se o grupo e sai na frente o Rocha com o Fonseca ganhando estes espaço de fuga bem considerável.
Finalmente, já com o resto do pelotão agrupado acelera-se paulatinamente o grupo e na base aérea , com o Fonseca absorvido, o ritmo é atirado para os 50 km/h com o Aldeano e depois com o Xico a mostrarem serviço e a espalharem o grupo. Sofri muito! Pulso nas 190 bpm (na roda) até à Terrugem onde apanhamos o Rocha e depois numa muito breve negociação optámos por uma muito bem-vinda paragem.
Até São Julião sem história e na ascensão novamente grandes diferenças de andamento. Eu fiquei com o Ginja, que sem surpresa é uma roda fantástica na hora de colaborar em qualquer terreno dentro das suas possibilidades e limitações de treino. Entre os dois não perdemos em demasia para a cauda do pelotão que se espalhou entretanto.
No cruzamento da Carvoeira o Joaquim quis testar algumas leis da física.
Travagem nula+obstáculo na frente= lançamento de projéctil a partir da traseira de um carro.
Embate de carbono em pára-choques = quadro partido + carro danificado
Após movimento parabólico alterado por choques com tejadilho de viatura, Joaquim aterra em capô de viatura e verifica que a densidade do metal é superior à do corpo humano e logo depois testa o atrito do alcatrão quando se imobiliza finalmente no chão.
Resultado do teste no Joaquim- algumas escoriações (menos mal depois do aparato que presenciei)
Excelente atitude do condutor com a preocupação constante com o sinistrado e com a recusa pelos ressarcimento dos danos na viatura. (Não é para todos...)
Com esta longa paragem a maioria segue pela Srª do Ó, para poderem não comprometer os compromissos de almoço, e o trio formado por mim, pelo Aldeano e pelo Mário seguimos pela Ericeira, Santo Isidoro e depois já sem o homem do talho, que rumou à Ericeira, até Mafra.
Iludido com a recuperação permitida pela paragem acedi a ir com eles. Assim, tive um final de etapa "de cão" visto que fui até ao limite das minhas reservas chegando a Mafra sem açúcar no sangue e já a pensar que o parco equilíbrio na bicicleta ainda me iria levar ao tapete. Foi de tal forma que nem me atrevi a parar para me despedir do Aldeano, não fosse o diabo tecê-las e já não arrancar!
Afinal aquilo que eu esperava que fosse uma curta paragem revelou-se um longo interregno.
Em 3 meses apenas 2 voltas de bicicleta atiraram-me para bem perto dos 85 kg e é tempo de recomeçar.
Escolhi regressar hoje, com algumas subidas no cardápio, naquilo que deveria ter sido evitado para não entrar "a matar" ou melhor "a matar-me"!
13 elementos à partida com o nº do azar a ser entregue ao malogrado Joaquim que foi vitima de acidente já na aproximação à Ericeira.
Antes disso, Vila Franca do Rosário (até meio), depois viragem à esquerda e subida irregular com algumas pendentes menos simpáticas e depois direcção a Ribas.
Aqui, entrámos bem, sem loucuras, com o veterano Fonseca a ganhar espaço na frente e a mostrar excelente forma que só é ultrapassada pela guerra verbal com o Rocha (continuem a mostrar esse desportivismo)
Algumas mudanças de velocidade e já perto do parque com o pulso "altinho" abro para o lado com ainda um grupo bem composto na frente a afastar-se a boa velocidade. O pessoal está a andar bem e eu mal.
Em sofrimento até ao alto onde estranhamente não se reagrupou e por isso alguma confusão com os retardatários a seguirmos por caminho diferente,
Em Lousa já com tudo junto seguimos até Santa Eulália com a parte final a provocar nova escaramuça.
Com o Mário atrasado quebra-se o grupo e sai na frente o Rocha com o Fonseca ganhando estes espaço de fuga bem considerável.
Finalmente, já com o resto do pelotão agrupado acelera-se paulatinamente o grupo e na base aérea , com o Fonseca absorvido, o ritmo é atirado para os 50 km/h com o Aldeano e depois com o Xico a mostrarem serviço e a espalharem o grupo. Sofri muito! Pulso nas 190 bpm (na roda) até à Terrugem onde apanhamos o Rocha e depois numa muito breve negociação optámos por uma muito bem-vinda paragem.
Até São Julião sem história e na ascensão novamente grandes diferenças de andamento. Eu fiquei com o Ginja, que sem surpresa é uma roda fantástica na hora de colaborar em qualquer terreno dentro das suas possibilidades e limitações de treino. Entre os dois não perdemos em demasia para a cauda do pelotão que se espalhou entretanto.
No cruzamento da Carvoeira o Joaquim quis testar algumas leis da física.
Travagem nula+obstáculo na frente= lançamento de projéctil a partir da traseira de um carro.
Embate de carbono em pára-choques = quadro partido + carro danificado
Após movimento parabólico alterado por choques com tejadilho de viatura, Joaquim aterra em capô de viatura e verifica que a densidade do metal é superior à do corpo humano e logo depois testa o atrito do alcatrão quando se imobiliza finalmente no chão.
Resultado do teste no Joaquim- algumas escoriações (menos mal depois do aparato que presenciei)
Excelente atitude do condutor com a preocupação constante com o sinistrado e com a recusa pelos ressarcimento dos danos na viatura. (Não é para todos...)
Com esta longa paragem a maioria segue pela Srª do Ó, para poderem não comprometer os compromissos de almoço, e o trio formado por mim, pelo Aldeano e pelo Mário seguimos pela Ericeira, Santo Isidoro e depois já sem o homem do talho, que rumou à Ericeira, até Mafra.
Iludido com a recuperação permitida pela paragem acedi a ir com eles. Assim, tive um final de etapa "de cão" visto que fui até ao limite das minhas reservas chegando a Mafra sem açúcar no sangue e já a pensar que o parco equilíbrio na bicicleta ainda me iria levar ao tapete. Foi de tal forma que nem me atrevi a parar para me despedir do Aldeano, não fosse o diabo tecê-las e já não arrancar!
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Volta para 08/07/2012
Regresso à estrada!
Depois de 5 semanas de ausência parece que é desta que regresso às lides ciclísticas domingueiras.
Fiquei sem bicicleta, o pulsómetro deixou de trabalhar e quando todo o cosmos se alinha numa determinada direcção o melhor é não contrariar!
A não contrariar, também, certamente o empeno que se adivinha para domingo...
Começa às 08h00 na Paz e termina quando terminar... sem pruridos nem preconceitos!
Depois de 5 semanas de ausência parece que é desta que regresso às lides ciclísticas domingueiras.
Fiquei sem bicicleta, o pulsómetro deixou de trabalhar e quando todo o cosmos se alinha numa determinada direcção o melhor é não contrariar!
A não contrariar, também, certamente o empeno que se adivinha para domingo...
Começa às 08h00 na Paz e termina quando terminar... sem pruridos nem preconceitos!
sábado, 2 de junho de 2012
Volta para 03/06/2012
Saída da Paz pelas 08h00 (08h30 no Gradil)
Etapa longa e rolante
Até lá,
Boas pedaladas
Etapa longa e rolante
Até lá,
Boas pedaladas
Não há duas sem três!
Depois de uma incursão por Sintra, num dia excelente, onde a "portuguese fat meat" fez furor exibindo os gémeos? para as "camones",(se é que era possível ver alguma massa muscular naquilo), tivemos alguns regressos sendo que o homem de Cuba (Havana, não do Alentejo) ficou com a fava.
Na semana seguinte o ritmo foi mais constante mas nem por isso menos intenso. Até ao Sobral, depois do Vilar, sempre naquele registo simpático de se irem espalhando amizades pelas estradas do Oeste.
A finalizar o Gradil "regressou" aos meus empenos finais.
No domingo passado incursão longa, 170 km partindo e regressando da Venda na companhia do Rocha, juntamente com o pessoal do tntbtt. Numeroso pelotão, com muito civismo na estrada, pelo menos naquilo que observei, com bom andamento, fugas, perseguições e boa disposição.
Diferente e a repetir esporadicamente!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Volta para 20/05/2012
Sem tempo para rescaldos das nossas voltas, fica aqui o percurso para a nossa próxima volta.
Hora de saída - 08h00 na rotunda da Paz
Hora de saída - 08h00 na rotunda da Paz
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Volta para 06/05/2012
Distância - 113 km
Acumulado de subida - 1871 m
Volta para ser feita em ritmo de endurance
Saída às 08h30 na Paz
terça-feira, 1 de maio de 2012
Rescaldos das últimas voltas
No domingo, 22/04/2012 foi a data do meu regresso à actividade física após paragem por doença.
A volta, calma, compreendeu uma deslocação para os lados de Torres Vedras para podermos acompanhar o Aldeano, em preparação para prova de veteranos no dia 25/04/2012 (onde se defendeu bem e apenas por percalços de outros atletas teve de despender um esforço extra para reentrar no grupo da frente e não conseguiu disputar o sprint final) e simultaneamente apoiarmos o José Iron Estrangeiro no duatlo de Torres Vedras (onde arrancou um excelente 2º lugar - faltaram mais alguns quilómetros em bicicleta para castigar o vencedor que no sector da corrida foi insuperável)
Total - 107,81 Km
Média - 25,00 Km/h
Média cardíaca - 130 bpm
Acumulado de subida - 1483 m
No dia 25/04/2012 foi escolhido um percurso bem diferente e que o Eduardo (recém vencedor da Maratona de Arraiolos no escalão de + 50 anos - PARABÉNS!) referiu que lhe fazia lembras as clássicas de Primavera. Acompanhados pelo Joaquim e com algum mau tempo à mistura deu para "ajudar" na preparação do Eduardo com alguma dureza à mistura.
Total - 77,01 Km
Média - 24,90 Km/h
Média cardíaca - 144 bpm
Acumulado de subida - 1290 m
Domingo 29/04/2012, em volta "a solo", foi dia de forçar um pouco e subir a Ereira e mais algumas rampas
Total - 97,02 Km
Média - 27,00 Km/h
Média cardíaca - 144 bpm
Acumulado de subida - 1782 m
Hoje, 01/05/2012 foi a vez da Ereira, desta por um percurso alternativo, com muito bom piso, e que certamente será visitado mais vezes. Bom empenho de todos os participantes com a conquista de todos os topos em esforço.
Total - 117,54 Km
Média - 27,10 Km/h
Média cardíaca - 136 bpm
Acumulado de subida - 1716 m
A volta, calma, compreendeu uma deslocação para os lados de Torres Vedras para podermos acompanhar o Aldeano, em preparação para prova de veteranos no dia 25/04/2012 (onde se defendeu bem e apenas por percalços de outros atletas teve de despender um esforço extra para reentrar no grupo da frente e não conseguiu disputar o sprint final) e simultaneamente apoiarmos o José Iron Estrangeiro no duatlo de Torres Vedras (onde arrancou um excelente 2º lugar - faltaram mais alguns quilómetros em bicicleta para castigar o vencedor que no sector da corrida foi insuperável)
Total - 107,81 Km
Média - 25,00 Km/h
Média cardíaca - 130 bpm
Acumulado de subida - 1483 m
No dia 25/04/2012 foi escolhido um percurso bem diferente e que o Eduardo (recém vencedor da Maratona de Arraiolos no escalão de + 50 anos - PARABÉNS!) referiu que lhe fazia lembras as clássicas de Primavera. Acompanhados pelo Joaquim e com algum mau tempo à mistura deu para "ajudar" na preparação do Eduardo com alguma dureza à mistura.
Total - 77,01 Km
Média - 24,90 Km/h
Média cardíaca - 144 bpm
Acumulado de subida - 1290 m
Domingo 29/04/2012, em volta "a solo", foi dia de forçar um pouco e subir a Ereira e mais algumas rampas
Total - 97,02 Km
Média - 27,00 Km/h
Média cardíaca - 144 bpm
Acumulado de subida - 1782 m
Hoje, 01/05/2012 foi a vez da Ereira, desta por um percurso alternativo, com muito bom piso, e que certamente será visitado mais vezes. Bom empenho de todos os participantes com a conquista de todos os topos em esforço.
Total - 117,54 Km
Média - 27,10 Km/h
Média cardíaca - 136 bpm
Acumulado de subida - 1716 m
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Volta para 01/05/2012
Dia do trabalhador
Com saída às 08h30m na Paz
(Passagem no Gradil pelas 09h10)
terça-feira, 24 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
tu e a tua bicicleta (SEXTA-FEIRA SANTA 2012)
sem ninguém que te distraia,
sem compromissos nem desculpas.
sem pressões nem competições,
só tu, contigo mesmo, e
uma vontade inexorável de te fazeres à estrada,
de perpetuares o movimento do pedaleiro até esgotares a necessidade de pedalar

5 horas,
6 subidas,
nevoeiro, sol, chuva, granizo, frio (muito frio a descer)
3200 m de acumulado
86 km
4600 Kcal
e uma promessa...
- "provavelmente" nunca mais
Em primeiro a estranha relação com as Sextas-feiras Santas.
Desde há três anos que começou uma bizarra relação amor-ódio com este dia.
Eu ponho-me à prova e a natureza brinda-me sempre com situações climáticas agrestes.
Neste ano comecei a subir com um sol radiante, a meio já vou envolto em nevoeiro denso e depois mais sol.
Até ao final veio o frio, a chuva, o granizo, o calor intenso, o céu coberto de nuvens a ameaçar desabar em cima de mim e a permanente ameaça de que nada estava garantido.
Arranquei e 10 metros depois já estava a subir. Ritmo de aquecimento.
A sensação de um dia para se ir levando com calma aflorou-me à ideia.
Durou quase até ao cimo da Serra de Montejunto até ao momento em que verifiquei que tinha um furo e a câmara-de-ar suplente no carro. Forcei o final e consegui não parar.
A ideia de deixar a vertente de Vila Verde para o inicio e final ficou comprometida.
Descer custou muito. Paragens para bombear algum ar para a roda traseira e depois ir descendo com muito cuidado.
De regresso ao assunto do dia, novamente a aquecer mas mais solto que na primeira incursão.
Preocupações com as condições meteorológicas, absolutamente instáveis e com variações bruscas.
A segunda subida foi a "mais fácil".
Depois veio a primeira vertente pela Abrigada.
A primeira parte é dura. Depois da descida gelada começar logo com uma rampa com passagens a 18% causa algum transtorno. Consegui entrar bem e só na curva fechada é que senti necessidade de forçar em pé.
Geri bem a comida e não tive quebras acentuadas de níveis de açucares.
O tempo nesta vertente faz justiça ao nome da localidade que a define e o calor fazia-se sentir.
Até ao final ritmo constante e a constatação da dureza da segunda parte (após o cruzamento de Pragança)
Metade da jornada estava concluída.
A quarta subida, novamente pela Abrigada para encerrar o respectivo capítulo, foi dura.
Para ajudar à festa na parte final fui bombardeado por granizo e dei comigo a pensar seriamente no assunto que ali me levou.
Para não comprometer decidi adiar alguns raciocínios para a quinta subida (vertente Pragança) e confirmei que afinal facilmente me consigo meter em exercícios de masoquismo que nem a ingestão de um gel energético de absorção rápida consegue aliviar.
Ocultei a informação no visor do GPS e fui tentando não pensar. O pulso cada vez custava mais a subir (cansaço acumulado) e inclinações de 13% dão-me algum azar...
O final foi esgotante. Na descida, a seguir à fábrica do gelo olho para a esquerda mas o cérebro envia-me para a direita, novamente até Pragança.
A sexta foi feita por intuição e parecia um exercício de auto-flagelação. Olhos baixos e depois de esgotar a capacidade de pedalar em pé deitei-me, literalmente, em cima da bicicleta e ia pedalando dentro do possível em cadências de 40 rpm.
Desapareceu o frio o calor a fome, tudo!
Parecia um autómato sempre no mesmo registo. Assim que cheguei ao miradouro, já com a parte final à vista, tive de parar para não me urinar pelas pernas abaixo.
Penso que nunca tive um sensação de cansaço como a que senti nesse momento. Tremia e não sabia se era do frio ou da fraqueza. O corpo "morria-me" e sentia os olhos a mergulharem-me no rosto salgado.
Finalmente fez-se-me luz!
- Vou já para o carro e não vou fazer a parte final.
Até Vila Verde o frio invadiu-me e os pés encharcados deixaram de se fazer sentir.
Troquei de roupa no carro e forcei-me a ingerir alguma bebida. Até Mafra tive sensações corporais estranhas e por sorte não tive uma saída de estrada porque ia adormecendo ao volante.
Só pensava:
- Ainda bem que não me lembrei de ir à sétima...
terça-feira, 3 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
30ª Corrida dos Sinos
A história de um tratamento corporal!
Dia chuvoso a obrigar a aquecimento reforçado com muitos atletas a percorrerem os acessos em redor do parque Ministro dos Santos. Este cenário meteorológico foi do meu agrado visto que o calor me preocupa bem mais que o frio.
Na concentração, com cerca de 1300 atletas para a corrida dos sinos, deu para verificar que os queixumes habituais nas lides ciclísticas não são filhos únicos. Uns por isto, outros por aquilo... eu limitava-me a abanar a cabeça e a pensar:
- Também devem andar de bicicleta!
De repente a partida. Ainda eu não tinha começado a andar e já havia pessoal a concluir a recta da avenida. Momento stressante para tentar não pisar ninguém e sem conseguir ter ritmo constante.
Ao fim de um quilómetro consigo finalmente começar a escolher as trajectórias e a tentar arranjar uma "roda" a seguir. Veteranos já entradotes na idade foram o alvo pois a sua passada certa inspirava confiança.
Não levei pulsómetro nem GPS e limitei-me a correr por sensações. Ao fim de 5 quilómetros já ia a arder e com ideias de tirar a camisola... No posto de abastecimento uma garrafa de água deu para arrefecer os ânimos. Aos 6 quilómetros começam forte as dores. Dor de burro precisamente para fazer justiça ao animal visto que o ritmo que levava não era o meu certamente.
Para ajudar à festa um espectador olhou para a minha cara e disse:
- Olha aquele que já vai com um tratamento!
Logo de seguida já vinham em sentido contrário os primeiros com uma passada brutal.
Cumprimentei-os com um sonoro:
- Vão correr para o car*@£§!!
Depois foi altura de me concentrar nos meus passos e pensamentos e esquecer o ambiente que me envolvia.
Durante alguns quilómetros apenas um pé à frente do outro, não evitando as poças de água - facto que não era do agrado de quem seguia ao meu lado - e quando invertemos a marcha a pendente do percurso começa a ficar mais desfavorável.
Respirava fundo e ia abrandando a marcha. Segundo comentários de alguns atletas que seguiam ao meu lado estávamos a correr o quilómetro em 4 minutos e 45 s. Abrandei mais. Nunca tinha corrido nestes registos e ainda faltava muito até ao final.
Aos 10 Km, na localidade do Sobreiro, ingiro um gel energético e refresquei-me. Daqui até ao final é sempre a decrescer!
Não conseguia ter ritmo certo. Quando forçava para subir o pulso as pernas doíam em demasia e por isso tinha de aliviar. Ao contrário da bicicleta onde consigo andar bastante tempo no vermelho a pé é coisa para poucos minutos.
Ia tentando marcar aqueles que me passavam com ritmo mais forte mas nem sempre com resultados práticos positivos visto que de vez em quando tinha de levantar o pé.
Entrei em Mafra e resolvi forçar o que podia. Técnica do esticão! Entrei no recinto e foi até ao limite.
Resultado final. Lugar 587 com 1h 12m 54s a superar as minhas expectativas mais optimistas.
Com 5 treinos de preparação a pé fica a certeza de que com treino regular dá para conseguir fazer esta distância com um conforto bem maior e principalmente evitando as enormes dores que me assolam e que me acordaram de uma sesta que deveria ter sido recuperadora.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Rescaldo das "voltas" de 25/03/2012
Dia 25/03/2012 foi dia para testar as pernas para o objectivo do próximo fim-de-semana.
Para aferir condições resolvi ir dar uma corrida de 18 km a pé e verificar o percurso para a corida dos sinos.
Conclusão: O percurso é duro. Não, é muito duro! Todo em alcatrão... ao fim de 10 km (a maior distância dos últimos anos) tinha as pernas mal tratadas. Com 15 km já não sabia o que é que me doia mais! Os músculos rijos, os joelhos, as rótulas, as costas...
Com 16 km ao fim de quase 1h30m tive de parar e ir bem devagar até casa. Um martírio!
É certo que foi apenas o quarto treino de corrida mas ficou a "certeza" de conseguir fazer os 15 km desde que não me entusiasme em demasia ao início.
Completamente de rastos resolvi pegar na bicicleta e ir ter com o grupo que se tinha deslocado a Montejunto.
As primeiras pedaladas foram uma calamidade mas com o decorrer do tempo deu para "limpar" a pernita e ao fim de 1 hora já em Torres paragem para os cumprimentos da praxe.
O trio equipado à 2640 constituído pelo Aldeano, Nuno Mano (recém chegado do Brasil) e Joaquim vinha de uma incursão a Montejunto. Pelos semblantes deu para verificar que não tinham descansado demasiado e para os animar sugeri regressarmos pela bela rampa do Sobral da Abelheira (volta Gradil que estás perdoado!)
Malta rija não vira a cara à luta e por isso enquanto um diz mata o outro diz esfola! Com um ritmo vivo depressa estávamos no Livramento. Andamento ponderado em pedaleira grande... e a castigar aquilo que restava de um belo tratamento!
Até à povoação do Sobral da Abelheira não se descansou. E depois da povoação simplesmente não dá para descansar em pendentes que rondam os 9/10 %.
Eu e o Aldeano ligeiramente destacados comigo a protestar de dores.
Até Mafra completei 65 km de ciclismo dum duatlo a repetir mais vezes (quer dizer tirando a parte das pernas maltratadas)
No final do dia não sentia quase nada para álem do corpo todo lixado com F
Para aferir condições resolvi ir dar uma corrida de 18 km a pé e verificar o percurso para a corida dos sinos.
Conclusão: O percurso é duro. Não, é muito duro! Todo em alcatrão... ao fim de 10 km (a maior distância dos últimos anos) tinha as pernas mal tratadas. Com 15 km já não sabia o que é que me doia mais! Os músculos rijos, os joelhos, as rótulas, as costas...
Com 16 km ao fim de quase 1h30m tive de parar e ir bem devagar até casa. Um martírio!
É certo que foi apenas o quarto treino de corrida mas ficou a "certeza" de conseguir fazer os 15 km desde que não me entusiasme em demasia ao início.
Completamente de rastos resolvi pegar na bicicleta e ir ter com o grupo que se tinha deslocado a Montejunto.
As primeiras pedaladas foram uma calamidade mas com o decorrer do tempo deu para "limpar" a pernita e ao fim de 1 hora já em Torres paragem para os cumprimentos da praxe.
O trio equipado à 2640 constituído pelo Aldeano, Nuno Mano (recém chegado do Brasil) e Joaquim vinha de uma incursão a Montejunto. Pelos semblantes deu para verificar que não tinham descansado demasiado e para os animar sugeri regressarmos pela bela rampa do Sobral da Abelheira (volta Gradil que estás perdoado!)
Malta rija não vira a cara à luta e por isso enquanto um diz mata o outro diz esfola! Com um ritmo vivo depressa estávamos no Livramento. Andamento ponderado em pedaleira grande... e a castigar aquilo que restava de um belo tratamento!
Até à povoação do Sobral da Abelheira não se descansou. E depois da povoação simplesmente não dá para descansar em pendentes que rondam os 9/10 %.
Eu e o Aldeano ligeiramente destacados comigo a protestar de dores.
Até Mafra completei 65 km de ciclismo dum duatlo a repetir mais vezes (quer dizer tirando a parte das pernas maltratadas)
No final do dia não sentia quase nada para álem do corpo todo lixado com F
quinta-feira, 22 de março de 2012
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