sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Volta para 16/01/2011
Made by Aldeano.
110 Km para um acumulado superior aos 2000m.
Hora de saída do Gradil - 08h30m
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Rescaldo da volta de 09/01/2011
A volta dos pacemakers!Boa adesão para uma volta que parecia que iria ser molhada. A garantia de que não iria chover cumpriu-se e o guru do tempo saiu ileso da previsão!
A antecipação da hora deixou em terra o Runa e o ensonado PP que mais tarde rumaram ao nosso encontro. Os outros, até Torres Vedras, formaram um pelotão de onze unidades que sempre teve andamento entregue e condicionado pelo duo constituido por mim e pelo Aldeano.
Primeiro furo do Marco Silva na passagem pelo Turcifal e depois de Catefica paragem para calibrar a pressão da roda para evitar mais percalços.
Mais sereno o veterano Aldeano aconselhava-me calma nos impetos avisando que a volta deixaria o pessoal "bem tratado" no final. Ainda assim o ritmo inicial permitia que muitas conversas fluissem animadas no seio do grupo.
Até ao Outeiro da Cabeça manteve-se a toada racional, mesmo na parte final da súbida que normalmente eleva as pulsações, provando que começa a haver alguma sensatez na abordagem às voltas e à forma como se escolhem os locais para algumas "hostilidades" conseguindo-se assim manter sempre o andamento sem sacrificar as unidades mais debilitadas.
Virou-se à esquerda e fura o André. Provocações para o deixarmos em terra, dos que lhe são mais próximos, não cumpridas e depois da reparação novamente em ritmo de cruzeiro.
Na parte final, antes de se chegar à rotunda onde se vira à direita para o Bombarrral, o André ganha cerca de duas centenas de metros mas nem isso perturbou o andamento.
Depois da viragem a longa súbida, com pendentes suaves e com troços de descanso. Sempre naquele passo que não deixa ninguém dormir mas sem castigar. Quem não partilhará, certamente, esta opinião será o Pedro que chegou ao alto com o semblante carregado pelo esforço, mas as pulsações só se elevaram ligeiramente, nunca entrando "no vermelho", na parte mais ingreme onde se manteve o andamento na casa dos 20 km/h.
Passada a pior parte e até ao Bombarral deixou-se embalar o comboio a velocidades bem mais elevadas com o troço em obras novamente pavimentado a confundir-me e a não virar para o percurso inicialmente delineado.
Não se parou no Bombarral mas abrandou-se para permitir ingerir algum sustento para o regresso. Até ao Outeiro da Cabeça voltou-se à formação compacta e depois surgem o PP e Runa.
Na parte final não houve variação de ritmo e a meio na descida seguinte o Marco Silva vem perguntar-nos se pode acelerar as coisas. Bela atitude do atleta que reconheceu o trabalho feito até aí e mostrou a sua disponibilidade para entrar ao serviço.
Andamento a exigir mais peso e o André a não acompanhar o Marco na formação lado a lado... Com isto estirou-se o pelotão e até ao topo do Ramalhal todo o trabalho foi da inteira responsabilidade do Marco. Na súbida surge finalmente o André a manter cadência elevada e na aceleração sai o Aldeano com o PP na roda com os outros a reagirmos tardiamente, ou simplesmente a não conseguirmos acompanhar, com excepção do Sérgio que ficou numa posição intermédia entre o duo frontal, onde o PP nãao resistiu na parte final.
Depois o Sérgio aproveita para dar o seu contributo e leva-nos até ao Ameal onde o rendo à entrada da súbida. Aqui meti passo mais selectivo não baixando dos 32 km/h e com isto fica tudo tresmalhado até à rotunda. Depois desta vêm comigo o André que antecipa jogada e dispara na parte final surpreendendo e devolvendo a moeda ao Aldeano.
Boa ponta final do Dario, que me ultrapassa quando aliviei após lançar o sprint, e do Rocha e António que esperei para lançar a descida até Torres.
Depois de nos chegarmos à frente o Rocha fica e o António só veio com o André quando este acedeu à minha provocação. Fuga lançada e perseguição no encalço.
Com este jogo do gato e do rato a demorar algum tempo a pegar faço novo lançamento de pulsações e consigo manter pouco mais de cem metros de diferença, o suficiente para ser o único a conseguir ver o malogrado acidente que ocorreu mesmo à minha frente. Longa paragem para prestar o auxilio que nos era exigido.
Depois do nosso contributo já não ser mais necessário voltámos a andar e somente em Catefica nos reúnimos todos.
No Carvalhal fica o Xico que parece regressado definitivamente às lides domingueiras e depois do Turcifal faz-se o último turno, desta vez da responsabilidade do Aldeano, que me exigiu algum esforço para manter passo célere até ao Gradil em formação dupla.
Faltava ainda o Gradil, longo quando se está cansado, que foi calmamente digerido, com o Pedro a fazer questão de chegar na frente à Murgeira!
Mençao especial para o Jonas, mais um regresso, e agora a viver em Mafra, que parece ter um bom trabalho de base!
Total - 120 km para pouco mais de 4 horas
Média final - 28 km/h
Kcal - 4707
Morrer de vergonha!
Há não muitos anos, neste país de gentes pequenas com sentido de estado ainda menor a maior causa de morte foi o "morrer de repente".
As pessoas viviam entregues às suas vidas, com forte presença laboral na agricultura e pescas e os cuidados de saúde/médicos eram precários. Foi assim durante um largo periodo e fazia parte das "regras da casa" perpetuar esta inércia vergonhosa que atirava a esperança média de vida de um português para valores hoje considerados de terceiro mundo.
Nesses tempos idos as pessoas num determinado dia estavam bem, ou vivas e algo adoentadas, e de um momento para o outro simplesmente morriam. O diagonóstico popular era o de "morreu de repente"!
Não havia autópsias e enterravam-se os defuntos prontamente para o cheiro não incomodar em demasia principalmente nos meses mais quentes. Assunto encerrado e luto prolongado às famílias respectivas.
Foi-se a velha senhora e muita coisa mudou. Melhorámos muito em muitos aspectos mas há coisas que infelizmente ficaram, nomeadamente a falta de respeito para com a vida e pela condição humana.
Aceito que o nível civilizacional de um povo se pode aferir pela forma com este educa as suas crianças, pelo modo como trata dos seus idosos e, não menos importante, pelos cuidados médicos que oferece às populações e pelo socorro que presta aos necessitados de auxilio.
Ontem presenciámos um acidente às portas de Torres Vedras. Prestámos auxílio a uma mulher, grávida de 41 semanas, com lacerações profundas múltiplas na cabeça. Telefonámos ao 112, calmamente comunicámos o local da ocorrência, o estado da acidentada e aguardámos uns longos e eternos 25 minutos por socorro.
Tão aflitiva se tornou a espera que um dos nossos foi de bicicleta à procura da tão necessitada ajuda que apenas surgiu porque uma pessoa tinha o n.º directo dos bombeiros de Torres Vedras.
Fossem os ferimentos piores e a vítima teria definhado e com ela, provavelmente a criança que trazia na barriga, demonstrando que neste país já não se "morre de repente" mas ainda se morre de vergonha! Daquela que resulta pobreza de espírito de quem nos governa e determina a qualidade dos cuidados que nos são oferecidos/vendidos através dos nossos impostos.
Vergonha do paupérrimo serviço de coordenação do 112 que não consegue melhor do que nos informar para fazermos pressão na cabeça da acidentada para estancar a hemorragia, num acidente às portas da cidade, com um hospital com unidade de emergência, bem longe do Portugal perdido entre montes e vales com terras que ninguém conhece e aonde ninguém quer ir viver porque é complicado ter acesso determinados cuidados.
A mãe pagou um preço bem elevado por não ter tido os cuidados necessários durante a manobra e principalmente por não ter posto o cinto de segurança! Acalmou-se quando sentiu o movimento da criança na barriga alguns minutos depois do despiste.
Mais um número engrossou as estatísticas dos acidentes rodoviários. Mais um valor incrementado num parâmetro qualquer numa tabela descolorida que será analisada provavelmente sem atender que por detrás de cada um desses números há rostos de sofrimento e há pessoas iguais a nós...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Volta para 09/01/2011
A próxima volta é a do Bombarral mas com o trajecto que tinha sugerido paraa o fim-de-semana anterior.
A hora de saída do Gradil é antecipada para as 08h45m
Distância a percorrer - Aproximadamente 125 km
A hora de saída do Gradil é antecipada para as 08h45m
Distância a percorrer - Aproximadamente 125 km
domingo, 2 de janeiro de 2011
Rescaldo da volta de 02/01/2011
Precisa-de de mecânica para ajudar às nossas voltas!Afinal o Sérgio, com luvas de médico, não é muito mais eficiente do que eu, e o Dario só com a ajuda empenhada do PP conseguiu ser mais célere. Antes já o Pedro se estreara e num pelotão com 12 unidades furaram 3...
De Mafra saímos eu, o António e o Pedro e na descida do Gradil junta-se-nos o Aldeano. Pouco depois o Sérgio que vinha já de uma hora de treino com passagem pela Malveira e Vila Franca do Rosário e logo de seguida o André e um amigo.
Na paragem no local de reunião encontramos o Marco Silva, com a sua bela Cannondale de BTT, e depois o Rocha. Já com a volta em andamento, e com saída algo tardia, apareceu o PP e o Runa, que ainda mais atrasado, motivou corte no grupo pois alguns esperaram-no enquanto os outros seguiram lentamente até Torres. Na chegada ao cruzamento do Turcifal vemos o Dario e este lentamente vai seguindo à espera que o alcancemos.
Até Torres os mais retardatários não dão sequer sinal de vida pelo que na saída decidimos seguir algo mais animados de ritmo. Apanhamos o Dario bem mais pesado corporalmente do que o habitual demonstrando que no Natal não foi poupado na hora de ingerir calorias!
Pela hora e pela desagregação do grupo o percurso cumpriria apenas a deslocação normal ao Bombarral. Eu tinha vontade de fazer mais quilómetros mas tal não foi possível. E em boa hora o fiz visto que tinha compromissos assumidos, e momentaneamente esquecidos, para almoço que me foram recordados telefonicamente no regresso e que com a alternativa teriam originado complicações domésticas...
Puxei pelo presentes mas não fui acompanhado nas vontades pelos colegas de jornada. No Ramalhal e até ao Outeiro da Cabeça apenas o amigo do André me acompanhou no passo mais estugado. Depois, até ao Bombarral o Sérgio e o Aldeano lideraram o grupo e ainda desafiei o Rocha para lhes dar-mos uma ajuda mas este reagiu com humor contrariando-me as intenções.
Nova paragem para café, comigo com o Dario e o amigo do André a optarmos por seguirmos mais alguns minutos em direção a Óbidos e depois a regressarmos ao encontro dos outros.
Quando nos preparávamos para regressar surge o resto do grupo e foi com a dúzia reúnida que se saiu do Bombarral. Andamento calmo e conversa animada a três, comigo, com o Marco Silva e o Aldeano lado a lado e que depois passou a dois quando uma carrinha me ia polindo a pintura!
Até ao Ameal ainda e sempre comigo e com o Aldeano em toada certa ninguém mexeu. No Outeiro da Cabeça era expectável que assim fosse, no Ramalhal nem tanto e no Ameal muito menos.
Na rotunda, já na fase final, acelerou-se um pouco mas não o suficiente para me impedir de atender um telefonema .
Enquanto me atraso ligeiramente, já na descida para Torres Vedras, o André e o amigo tentam a fuga! O trabalho era da inteira responsabilidade do puto e o andamento na casa dos 40 km/h. Recoloco-me na frente e em tom de desafio lanço-me a toda a velocidade com um pequeno sprint até aos 63 km/h e depois tentando manter cadência elevada, andamento pesado e posição aerodinâmica.
Todos reagiram e procuraram o meu cone de ar. As pulsações subiram para as 180 bpm e deste valor não tornaram a baixar até Torres. A distância é enganadora para quem não conhece e por isso fui fazendo pequenas variações nos andamentos para não "queimar" cedo demais.
No início do pequeno caroço que antecede o cruzamento esperei algum apoio mas este não surgiu. Neste pequeno impasse quando me preparava para fazer o lançamento da súbida a velocidade caiu na frente o suficiente para que quem me sucedia travasse obrigando a uma reacção em cadeia que quase originava uma grande queda a mais de 45 km/h...
Valeu a experiência do PP que gritou por precaução!
E o sangue frio do Runa que mesmo com um toque de bicicletas evitou o tapete!
Quem não teve contemplações foi o Aldeano que leu as debilidades dos outros e saiu apenas com
fraca oposição do António e limpou sem problemas na chegada. O André lamentou não estar bem colocado para sair mas fiquei com a impressão de que a velocidade era demasiado alta para as suas características funcionarem. Os restantes de uma forma ou outra não me pareceram nesta fase em condições de darem réplica segura. O PP veio felicitar-me pelo esforço e na passagem calma pela cidade reuniram-se as tropas.
Alivio e espero a chegada do Rocha e do António com este último a incitar-me a uma perseguição durante a descida. Metemos ferros e apanhamos os outros, que entretanto abrandaram, no Carvalhal.
Na passagem pelo Turcifal fica o Dario e o Aldeano marcou ritmo depois disso. No Gradil ficam o Runa e o PP e separaram-se ainda as correntes da Malveira e de Mafra com o André e companheiro de jornada (volta sempre!) a acompanharem o homem da Venda.
Dos restantes o Pedro e António pareceram-me algo cansados.
Até Mafra completei um total de 112 km para pouco mais de 4 horas.
A melhorar: A saída deve ser feita à hora combinada! Caso contrário chegar a casa a horas de almoço com a família é uma miragem...
Bem visto: A variação dos "pontos quentes" nomeadamente a chegada a Torres em detrimento do Ramalhal e Ameal
Quando não devo andar de bicicleta?
Por exemplo com o tempo seguinte a prática de ciclismo é desaconselhada!
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